Talvez uma das coisas que mais mensurem o quanto uma pessoa amadurece sejam os seus escritos. Dos da pré-adolescência aos da vida adulta: tudo serve para nos acharmos. Engraçado ler um texto seu que foi escrito há 6 anos e perceber o como as coisas mudaram. Ver que todas as certezas e conceitos que você tinha, não eram bem "tão certos" e você não levou todos eles para a vida toda, como acreditava que seria. Ver o quão mente fechada você era na sua suposta "liberalidade". Ver o quão liberal você é agora, com toda a sua caretice.
Ler meu escritos antigos: tá aí um bom mensurador do que aprendi, do que mudei e talvez do porque seja como sou. É por isso que escrevo. Não espero, com isso, tentar mostrar ao mundo que uma espécie de Shakespeare do século XXI reside em mim, não. Apenas aconselho a escreverem, porque se ler te teletransporta, escrever te dá a chance de planejar o onde vais, com quem, o como e o quando. O escrever é só seu, de modo que, nem que seja nas estrelinhas, traduz os teus desejos, o teu ser em si.
Escrever liberta, traduz e nos alivia. Nos instantes em que o uma caneta percorre um papel, ou com toda a nossa modernidade, os dedos pressionam um teclado, nós somos capazes de desligar-nos do mais incômodo problema. É como ser diretor da nossa própria história, e por segundo, mostrar para nós próprios o que queremos e o porque queremos.
Escrevam para pensarem, para "desestressarem", para se alegrarem e se acharem. Escrevam por escrever! Nem que seja um poema bobo ou um livro elaborado. Só escrevam!
Ayla, querida
ResponderExcluirVejo em você alguém que já fui e, claro, em eterno estado de mutação. É isso! Escrever para ver, rever, relembrar, saber o que fomos e o que somos, em puro transbordar do tempo, que se move de modo implacável.
Adorei o texto!!! Já te disse: você vai longe!!!
Beijos no coração.
Kátia Donato
Kátia, minha querida
ResponderExcluirObrigada por tanto carinho! Muito do que sei hoje do escrever, devo a professoras(es) como você que eu aprendi a escrever. Sabe, outro dia achei um texto, que escrevi em meu primeiro ano, sobre o Cazuza em que prontamente fui te mostrar e naquele dia você me disse para continuar a escrever sempre que sentisse vontade. E assim o fiz, aprendendo que na escrita, a gente se desinibe.
Obrigada por colocar tanta fé em mim desde sempre, sua linda.
Beijos enormes, meu anjo.