sábado, 15 de novembro de 2014

Afasta, assusta e dá medo.

Sei lá, essa sou eu, depois de tantos meses sem tempo, novamente, escrevendo. Acho que hoje é um dos meus dias clichês, onde quero do ápice dos meus 20 anos dar uma de tia velha e escrever os problemas da minha geração.
Ao mesmo tempo, eu as vezes fico pensando no como tudo isso repercute. No que pode parecer. Cada letra aqui precisa estar num contexto muito certo e encaixado. Escrevo em enigmas para gritar segredos. Escrevo sutilezas por ainda não conseguir escrever no céu todo esse alvoroço todo que reside aqui, em mim, no existir.
É tanta coisa pra ser dita. É tanto receio do que pode parecer.
E isso dita a vida da gente de um jeito frio e cruel: o que parece, a aparência. Seja do físico ou do que queremos que pensem que sentimos em relação a uma determinada coisa.
Fazemos isso de modo a acharmos que temos o controle das coisas. Mas tudo na verdade é um medo profundo. Medo de dar merda, medo de parecer torto, tosco, simplório e medíocre.
Há ainda aquele momento em que nos perguntamos do real brilho que achamos ter. Tudo é posto em cheque o tempo todo, com a existência de provas cotidianas onde tu externalize o que assimila ser o bom do teu próprio eu. Sei lá que porra é essa. Parece-me insano.
Tá tudo tão artificializado que as vezes não sabemos se quer onde começa. Há ainda quem passe a vida tentando ditar o no que vai dar.
Acho que os segundos perdem mais tempo que os primeiros.
O dia tá cinza, choveu muito e eu ainda preciso lavar a louça O desagrado bate aqui e incomoda. Incomoda saber que todo esse controle não controla nada. Que a insanidade as vezes é uma forma de ao menos sermos verdadeiros. Pros outros e com a gente mesmo.
Maquio tanta coisa que é complicado entender. Não sei precisar nada. Nem sei se devo.
Só não consigo parar de acreditar. Em que exatamente não sei. Mas sigo nesse rolê aí.
Escrito confuso, arrogante e blasé, como eu to agora. Exposto no facebook por alguma busca minha - e de todo mundo que utiliza e expressa coisa aqui - de alguma identificação comum. De alguém que diga "ei, não estais errada. Tá essa Babilônia posta pra nós mesmo".
Tá foda. Da hora a vida aí, viu, mano?
Seco no úmido. Distante no próximo. Vazio no íntimo. Agridoce.
Preciso de versos. A lógica ali parece mais doce.
Câncer é uma porra de signo mesmo.