Minhas mãos estão congelando, meu cabelos estão despentados. Os dias têm sido coloridos. Não sei se pelas pessoas ou pela poesia que o inverno trás como algo tão seu, mas de fato, os dias são mais felizes agora.
Uma paz se faz presente em meu coração. Nenhum sintoma daquele velho duelo de "razão x emoção", mas curiosamente não deixei de me emocionar com nada.
Talvez agora, com feridas antigas finalmente cicatrizadas, eu esteja aberta pra vida. Aberta pra um sorriso, um abraço, um papo gostoso regado de café ou vinho, quem sabe um cigarro.
Os dias vêm aquecendo meu coração, despertando um novo sentido, um novo "porquê" de se viver.
E esse furacão de esperanças chega sem perspectivas, definições.. sem restrições. Só chega repentinamente e domina de forma intensa, fazendo com que eu olhe para o horizonte e sinta que eu possa alcançar o céu. E de fato, eu posso!
Me sinto como as mocinhas inteligentes dos filmes de comédia romântica, quando elas finalmente encontram um caminho a ser trilhado. Não é como se minha vida conseguisse ser clichê como nesses filmes, mas temos um ponto convergente agora. E ele é tão feliz!
O céu de Brasília continua sendo o mais lindo de todos, nas noites frias e nos dias secos. A arquitetura comunista brilhante de Oscar Niemeyer parece prosear comigo calmamente, em cada curva, em cada reta e em toda a sua precisão abstrata.
O tempo tem sido bom e as horas valido a pena. É bom respirar e ser um novo viver.
Realmente, a vida tem sido boa.