Apesar da adaptação do trecho de "À palo seco" do saudoso Belchior, eu não me sinto tão viva assim há muitos anos. Talvez isso explique uma pausa de quase 4 anos nos escritos desse blog, onde ao averiguar meus rascunhos, vejo que existem vários, de diferentes momentos de minha vida ao longo deste período. Faltava vontade para escrever por faltar coragem em me aprofundar em minhas próprias dúvidas, questionamentos, sentimentos, medos e dores.
Eu tive um ano de merda. 2018 sem sombra alguma de dúvidas foi o pior ano de minha vida. A família, o amor, os amigos, a militância, e em certo ponto até meu trabalho começaram a ficar muito insuportáveis para mim. Por alguns meses, parecia que eu só estava passando pela existência, vagando de forma arrastada por essa vida esperando por algo que me tirasse de um estado quase completo de nilismo perante o que a vida poderia ter de bom. Pensei em me matar. E descobri que, infelizmente, como muitas pessoas no mundo e de minha geração, este mundo também me adoeceu. Descobrir meu transtorno de Ansiedade não foi surpresa. O não esperado foi a depressão e, posteriormente, o quadro de fibromialgia, após uma semana de insuportáveis dores por meu corpo.
Não quero detalhar tudo que me levou a este quadro de adoecimento. São processos meus, relacionados com diversas áreas de minha vida, e que eu ainda estou tratando em terapia. Mas o fato é que eu precisei voltar a olhar para mim. A ficar comigo. A me acostumar com minha companhia, da qual eu fugi por anos. E quando se faz isso, não há saídas: você precisa olhar para o onde se posiciona nas coisas, e para o como, sobretudo para quem, você despende sua energia para dizer coisas.
Eu trabalho em uma escola. Lá, esse ano, pude conhecer muitas pessoas incríveis, que pretendo levar para uma vida. Muitas mulheres inspiradoras que levam-me a renovar diariamente a ideia que eu tenho do tipo de docente que quero ser ao longo da vida. Dentre elas, a Laura.
Laura é uma mulher negra como eu. Apesar de nossa diferença etária, somos muito parecidas. Sem "pipipipopopo" com puxação de saco de quem não gostamos, como também sem silêncio para o que discordamos. Os momentos em que posso apreciar sua companhia são sempre marcados por profundas conversas que trazem-me aprendizados e reflexões gigantescas. Falei a ela das questões que me afligiam, e me tocou muito sua capacidade de comover-se com minhas dores e com a surra que levei da vida esse ano. E comoveu porque percebemos que minhas dores de hoje foram as da Laura de antes. E cansa todo tempo ter que gritar para se afirmar no mundo, que é marcado e estruturado no machismo, no patriarcado, no racismo e nessa lógica pequena burguesa liberal de merda que direciona os comportamentos sociais para o mais inescrupuloso individualismo.
Eu estou cansada, exausta, mas viva. Meu cansaço foi para me resgatar para o mundo, e voltar a dar porrada. Nos pegamos pensando - eu e Laura - se seria possível a leveza, para mulheres como nós. Acredito eu que não. Erguer muros para que você seja seu próprio lar e fortaleza não é uma tarefa fácil para quem não tem direito à subjetividade, como é o caso de mulheres negras. Permaneceremos sempre alertas, para que as intempéries da vida e a sordidez de pessoas que aprenderam essa lógica mesquinha de relacionar-se não nos desestruturem mais.
As vezes, as quedas e baixas serão inevitáveis. Parte de nosso muro pode ruir. Mas a vida que reside em mim hoje, reside em Laura, para ajudar-me em situações como essas a catar meus escombros e reerguer minha fortaleza. Não por ela, e ela não por mim. Mas por nós, que precisamos ter força para levantar e resistir, sobretudo em tempos de Bolsonaro e Trump.
O mundo tá uma bosta. Mas nossa resistência e nossa decisão em viver para construir um mundo bom, justo, melhor e em que caibam todas as existências torna esse trilhar algo mais suportável e com algo de belo.
Eu não serei leve. Eu não levarei socos. Eu darei porrada. Mas eu também serei feliz, pois isso, nesses tempos, é resistir.
Meio Bossa Nova e Rock'n Roll
segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
sábado, 15 de novembro de 2014
Afasta, assusta e dá medo.
Sei lá, essa sou eu, depois de tantos meses sem tempo, novamente, escrevendo. Acho que hoje é um dos meus dias clichês, onde quero do ápice dos meus 20 anos dar uma de tia velha e escrever os problemas da minha geração.
Ao mesmo tempo, eu as vezes fico pensando no como tudo isso repercute. No que pode parecer. Cada letra aqui precisa estar num contexto muito certo e encaixado. Escrevo em enigmas para gritar segredos. Escrevo sutilezas por ainda não conseguir escrever no céu todo esse alvoroço todo que reside aqui, em mim, no existir.
É tanta coisa pra ser dita. É tanto receio do que pode parecer.
E isso dita a vida da gente de um jeito frio e cruel: o que parece, a aparência. Seja do físico ou do que queremos que pensem que sentimos em relação a uma determinada coisa.
Fazemos isso de modo a acharmos que temos o controle das coisas. Mas tudo na verdade é um medo profundo. Medo de dar merda, medo de parecer torto, tosco, simplório e medíocre.
Há ainda aquele momento em que nos perguntamos do real brilho que achamos ter. Tudo é posto em cheque o tempo todo, com a existência de provas cotidianas onde tu externalize o que assimila ser o bom do teu próprio eu. Sei lá que porra é essa. Parece-me insano.
Tá tudo tão artificializado que as vezes não sabemos se quer onde começa. Há ainda quem passe a vida tentando ditar o no que vai dar.
Acho que os segundos perdem mais tempo que os primeiros.
O dia tá cinza, choveu muito e eu ainda preciso lavar a louça O desagrado bate aqui e incomoda. Incomoda saber que todo esse controle não controla nada. Que a insanidade as vezes é uma forma de ao menos sermos verdadeiros. Pros outros e com a gente mesmo.
Maquio tanta coisa que é complicado entender. Não sei precisar nada. Nem sei se devo.
Só não consigo parar de acreditar. Em que exatamente não sei. Mas sigo nesse rolê aí.
Escrito confuso, arrogante e blasé, como eu to agora. Exposto no facebook por alguma busca minha - e de todo mundo que utiliza e expressa coisa aqui - de alguma identificação comum. De alguém que diga "ei, não estais errada. Tá essa Babilônia posta pra nós mesmo".
Tá foda. Da hora a vida aí, viu, mano?
Seco no úmido. Distante no próximo. Vazio no íntimo. Agridoce.
Preciso de versos. A lógica ali parece mais doce.
Câncer é uma porra de signo mesmo.
Ao mesmo tempo, eu as vezes fico pensando no como tudo isso repercute. No que pode parecer. Cada letra aqui precisa estar num contexto muito certo e encaixado. Escrevo em enigmas para gritar segredos. Escrevo sutilezas por ainda não conseguir escrever no céu todo esse alvoroço todo que reside aqui, em mim, no existir.
É tanta coisa pra ser dita. É tanto receio do que pode parecer.
E isso dita a vida da gente de um jeito frio e cruel: o que parece, a aparência. Seja do físico ou do que queremos que pensem que sentimos em relação a uma determinada coisa.
Fazemos isso de modo a acharmos que temos o controle das coisas. Mas tudo na verdade é um medo profundo. Medo de dar merda, medo de parecer torto, tosco, simplório e medíocre.
Há ainda aquele momento em que nos perguntamos do real brilho que achamos ter. Tudo é posto em cheque o tempo todo, com a existência de provas cotidianas onde tu externalize o que assimila ser o bom do teu próprio eu. Sei lá que porra é essa. Parece-me insano.
Tá tudo tão artificializado que as vezes não sabemos se quer onde começa. Há ainda quem passe a vida tentando ditar o no que vai dar.
Acho que os segundos perdem mais tempo que os primeiros.
O dia tá cinza, choveu muito e eu ainda preciso lavar a louça O desagrado bate aqui e incomoda. Incomoda saber que todo esse controle não controla nada. Que a insanidade as vezes é uma forma de ao menos sermos verdadeiros. Pros outros e com a gente mesmo.
Maquio tanta coisa que é complicado entender. Não sei precisar nada. Nem sei se devo.
Só não consigo parar de acreditar. Em que exatamente não sei. Mas sigo nesse rolê aí.
Escrito confuso, arrogante e blasé, como eu to agora. Exposto no facebook por alguma busca minha - e de todo mundo que utiliza e expressa coisa aqui - de alguma identificação comum. De alguém que diga "ei, não estais errada. Tá essa Babilônia posta pra nós mesmo".
Tá foda. Da hora a vida aí, viu, mano?
Seco no úmido. Distante no próximo. Vazio no íntimo. Agridoce.
Preciso de versos. A lógica ali parece mais doce.
Câncer é uma porra de signo mesmo.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Das coisas que eu gostaria de ter dito e feito.
O amor não é o suficiente. Nunca foi, não é e nem nunca será. Da série de coisas que aprendi recentemente, entender essa pequena lei da vida foi um dos meus maiores aprendizados.
Já fazem alguns anos que venho tentado aprender certas coisas que minha mãe diz desde que eu era uma criancinha. Não sei, talvez por ela querer me proteger de futuras feridas, ela sempre me disse que as pessoas dão o que podem de si, e sempre seria uma pretensão do ser humano querer ser a coisa mais importante na vida de outra pessoa.
Tu também foi meu amor mais puro. O mais leve, o mais legal, e ao mesmo tempo, o mais intenso. Eu amei você. Amei não, amo. Amo de uma forma que parece faltar um pedaço de mim ao pensar que minha rotina não terá mais você.
Amor é tipo um vício. Quando acaba, ou quando tem que acabar, é uma série de coisas que precisam ser modificadas para que nosso êxito seja alcançado. Mas assim como não quero parar com o cigarro, com a cerveja... eu não quero parar com o amor, com o nosso amor. Não queria, ao menos. Acho que agora, diante de tanta dor, diante de um cinza, de uma comida sem gosto, de um perfume sem fragrância, de uma respiração sem suspiros e que parece me machucar, eu não tenho outra alternativa.
Acho que na verdade, como vi uma vez pichado em um muro dessa Brasília, "os opostos de distraem e dispostos se atraem". Não tem um jeito certo pra amar. Não existe um "quem ama faz tal coisa". Cada um ama como pode, a medida que suas experiência lhe ensinam coisas ou trazem cicatrizes. Cada um dá de si o que pode. E acho que aí que reside a beleza do amor. Mais que sentimento, amor é uma doação recíproca. Sempre vai ser um "abdicar da zona de conforto" em nome do "estar juntos". Sempre será, em algum grau, a apreciação dos defeitos mais irritantes da pessoa amada.
Não quero com isso dizer que eu fui compreensiva todo tempo. Nem dizer que... eu tô certa. Droga, eu sou orgulhosa, eu não gosto e tenho muitas dificuldades de assumir meus erros, especialmente quando contrariada, acuada ou quando me acusam de uma forma injusta, sem nem saber o que penso ou fiz. Mas ponto é que o amor não é suficiente e o dispostos se atraem.
Eu não estava disposta pra ti, pois o meu "dar o que posso" é incompatível com o que precisas. Você não estava disposto por o seu "dar o que posso" não ser o que eu queria. A gente errou. A gente não se comunicou. No nosso contexto, muito mais por falhas minhas, mas que eu não sei nem se chegam a ser falhas, visto o que eu mesma já passei e as lições que aprendi com tudo que vivi antes de você ser parte da minha vida.
Eu repito: Te amo, e isso não muda. Me desculpa, mas a gente não estava disposto.
Me desculpa, eu não queria ter te machucado. Fica bem.
Já fazem alguns anos que venho tentado aprender certas coisas que minha mãe diz desde que eu era uma criancinha. Não sei, talvez por ela querer me proteger de futuras feridas, ela sempre me disse que as pessoas dão o que podem de si, e sempre seria uma pretensão do ser humano querer ser a coisa mais importante na vida de outra pessoa.
Tu também foi meu amor mais puro. O mais leve, o mais legal, e ao mesmo tempo, o mais intenso. Eu amei você. Amei não, amo. Amo de uma forma que parece faltar um pedaço de mim ao pensar que minha rotina não terá mais você.
Amor é tipo um vício. Quando acaba, ou quando tem que acabar, é uma série de coisas que precisam ser modificadas para que nosso êxito seja alcançado. Mas assim como não quero parar com o cigarro, com a cerveja... eu não quero parar com o amor, com o nosso amor. Não queria, ao menos. Acho que agora, diante de tanta dor, diante de um cinza, de uma comida sem gosto, de um perfume sem fragrância, de uma respiração sem suspiros e que parece me machucar, eu não tenho outra alternativa.
Acho que na verdade, como vi uma vez pichado em um muro dessa Brasília, "os opostos de distraem e dispostos se atraem". Não tem um jeito certo pra amar. Não existe um "quem ama faz tal coisa". Cada um ama como pode, a medida que suas experiência lhe ensinam coisas ou trazem cicatrizes. Cada um dá de si o que pode. E acho que aí que reside a beleza do amor. Mais que sentimento, amor é uma doação recíproca. Sempre vai ser um "abdicar da zona de conforto" em nome do "estar juntos". Sempre será, em algum grau, a apreciação dos defeitos mais irritantes da pessoa amada.
Não quero com isso dizer que eu fui compreensiva todo tempo. Nem dizer que... eu tô certa. Droga, eu sou orgulhosa, eu não gosto e tenho muitas dificuldades de assumir meus erros, especialmente quando contrariada, acuada ou quando me acusam de uma forma injusta, sem nem saber o que penso ou fiz. Mas ponto é que o amor não é suficiente e o dispostos se atraem.
Eu não estava disposta pra ti, pois o meu "dar o que posso" é incompatível com o que precisas. Você não estava disposto por o seu "dar o que posso" não ser o que eu queria. A gente errou. A gente não se comunicou. No nosso contexto, muito mais por falhas minhas, mas que eu não sei nem se chegam a ser falhas, visto o que eu mesma já passei e as lições que aprendi com tudo que vivi antes de você ser parte da minha vida.
Eu repito: Te amo, e isso não muda. Me desculpa, mas a gente não estava disposto.
Me desculpa, eu não queria ter te machucado. Fica bem.
terça-feira, 30 de julho de 2013
Do doce ao seco
Eu não te amei, e isso é um fato. Desde os meus 15 anos, amo a mim e a mais algumas poucas pessoas em minha vida. Não foi amor. Sei que não.
Não sei bem ao certo onde isso começa. Com a Elis, com os Novos Baianos, com a chuva, com o Sol, com a distância e a vontade de estar perto. Não sei se tem a ver com meus óculos batendo nos seus, ou com meu cabelo prendendo na sua barba. Não sei se tem a ver com o desenho de tuas mãos que me encanta. Não sei se tem a ver com teu jeito sem noção de falar o como quer as pessoas.
O fato é que tudo isso era muito gostoso de se sentir.
Eu também acho que não me apaixonei. Se assim fosse, pelo que me conheço, estaria triste, não frustrada. Estaria vendo algum filme água com açúcar pensando como a gente é bobo por esperar um amor doce. Mas, bem, eu tenho consciência da minha carência nesses últimos tempos e confesso que minha TPM não tem deixado meus hormônios exatamente estáveis. Tudo parece ter uma intensidade diferenciada, mais forte, ligada até ao ar que respiro ou a fumaça que trago em meu cigarro.
E agora, olhe bem, o que sobrou de nós? Uma conversa seca por outra mal dita. Mal dita e maldita, com toda a força do significado dessas expressões...
Poxa, que pena. Você parecia entender minhas complexidades. Mas não as entendia.
Mas era legal o nosso encaixe, o nosso cheiro misturado. Até os momentos em que a gente aos poucos tentava se descobrir eram legais.
Eu não te amei. Eu não me apaixonei. Mas senti algo talvez mais legal que isso.
Gostava do como eu ficava curiosa por você. Isso sim vai fazer falta.
Bom, finalizo com Caetano. E não só esse post, como você.
Um abraçaço.
http://www.youtube.com/watch?v=R4peVpYyzXc
Não sei bem ao certo onde isso começa. Com a Elis, com os Novos Baianos, com a chuva, com o Sol, com a distância e a vontade de estar perto. Não sei se tem a ver com meus óculos batendo nos seus, ou com meu cabelo prendendo na sua barba. Não sei se tem a ver com o desenho de tuas mãos que me encanta. Não sei se tem a ver com teu jeito sem noção de falar o como quer as pessoas.
O fato é que tudo isso era muito gostoso de se sentir.
Eu também acho que não me apaixonei. Se assim fosse, pelo que me conheço, estaria triste, não frustrada. Estaria vendo algum filme água com açúcar pensando como a gente é bobo por esperar um amor doce. Mas, bem, eu tenho consciência da minha carência nesses últimos tempos e confesso que minha TPM não tem deixado meus hormônios exatamente estáveis. Tudo parece ter uma intensidade diferenciada, mais forte, ligada até ao ar que respiro ou a fumaça que trago em meu cigarro.
E agora, olhe bem, o que sobrou de nós? Uma conversa seca por outra mal dita. Mal dita e maldita, com toda a força do significado dessas expressões...
Poxa, que pena. Você parecia entender minhas complexidades. Mas não as entendia.
Mas era legal o nosso encaixe, o nosso cheiro misturado. Até os momentos em que a gente aos poucos tentava se descobrir eram legais.
Eu não te amei. Eu não me apaixonei. Mas senti algo talvez mais legal que isso.
Gostava do como eu ficava curiosa por você. Isso sim vai fazer falta.
Bom, finalizo com Caetano. E não só esse post, como você.
Um abraçaço.
http://www.youtube.com/watch?v=R4peVpYyzXc
quarta-feira, 17 de abril de 2013
O amor existe sim. Existe, existe! Caramba, depois de tantos dias cinzentos, de angústia, mágoa, até um certo rancor, eu hoje vejo que o amor existe. Não, não é que eu esteja amando, mas aprendi a ver o amor. A ver como o namorado da minha amiga a olha, como a namorada de um amigo o olha, a ver como a namorada de uma amiga a olha e a como o namorado de um amigo o olha.
Amor assim, puro, gratuito, daqueles que faz seus olhos brilharem ao vislumbrar o ser amado e beijar sem pudor em qualquer ambiente. Amor doce, amor de abraço e cafuné.
É bom ver isso, me emociona. Ainda que eu não tenha dado a sorte de encontrar alguém para amar, é lindo saber que existe, que não é uma alucinação coletiva impostas por padrões distorcidos.
O amor é lindo, né? Não sei se é por eu ser uma romântica boba, mas só de falar dele eu fico com um sorriso de orelha a orelha. O amor é tão doce, precioso, cuidadoso! Bonito em todas as suas variadas formas. O eterno, o efêmero, o por etapas. Amando loucamente ou serenamente, o amor nos felicita. Por fazer bem quimicamente com a troca de substância no beijo, no sexo, por descompassar o coração. Por bambear as pernas!
Ah, na boa, o amor é lindo e triste é quem não vê isso. Quem não sente isso. Quem não se permite isso!
Espero um dia amar, pois se já fico feliz só observando essa beleza toda, imagina tê-la dentro de mim. Numa boa mesmo, desejo amor para todos vocês. Reguem a vida com isso.
No mais, sem moralismos ou sentimentalismos baratos. Amor é amor, e sinta-o ou observe-o para ver tanta beleza entre xs humanxs.
Feliz mesmo sou eu, hoje, depois de recarregar minhas energias de esperanças no mundo ao saber disso.
Vida longa ao amor!
Amor assim, puro, gratuito, daqueles que faz seus olhos brilharem ao vislumbrar o ser amado e beijar sem pudor em qualquer ambiente. Amor doce, amor de abraço e cafuné.
É bom ver isso, me emociona. Ainda que eu não tenha dado a sorte de encontrar alguém para amar, é lindo saber que existe, que não é uma alucinação coletiva impostas por padrões distorcidos.
O amor é lindo, né? Não sei se é por eu ser uma romântica boba, mas só de falar dele eu fico com um sorriso de orelha a orelha. O amor é tão doce, precioso, cuidadoso! Bonito em todas as suas variadas formas. O eterno, o efêmero, o por etapas. Amando loucamente ou serenamente, o amor nos felicita. Por fazer bem quimicamente com a troca de substância no beijo, no sexo, por descompassar o coração. Por bambear as pernas!
Ah, na boa, o amor é lindo e triste é quem não vê isso. Quem não sente isso. Quem não se permite isso!
Espero um dia amar, pois se já fico feliz só observando essa beleza toda, imagina tê-la dentro de mim. Numa boa mesmo, desejo amor para todos vocês. Reguem a vida com isso.
No mais, sem moralismos ou sentimentalismos baratos. Amor é amor, e sinta-o ou observe-o para ver tanta beleza entre xs humanxs.
Feliz mesmo sou eu, hoje, depois de recarregar minhas energias de esperanças no mundo ao saber disso.
Vida longa ao amor!
domingo, 3 de março de 2013
Sentimento
O sentido da vida é o sentir.
Não tem pra onde correr
E não será só para sorrir.
Você chora, ama, odeia, desapega.
Mas (re)sente
Você destrói, dilacera, nega
Mas no final, sente como um poeta.
Sentir eterno
Sentir é terno.
Sentir-nos não é ter.
Talvez aí resida a beleza do sentir:
Em se emocionar, em sorrir
Em amar... mas não em possuir
Pois sentimento não é posse.
Não é bem, mesmo que faça bem.
Sentimento (não) tem que ter dose
E vai bem além.
Além daqui.
Além de agora.
Além da demora...
Além do nunca.
Sentimento é realidade
E não ficção.
O que não é sinônimo de romance
Ou de uma vã elucubração.
Sentimento...
Sem ti minto,
Sem tormento.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Amor é O rolê.
Amor não é tudo. Talvez amor seja uns 33%, na real. O que conta mesmo são as circunstâncias e a vontade. É meio que a base pra uma relação ir pra frente, ter futuro... dar certo.
Amor sem a vontade de se melhorar, de se dedicar, de aceitar o que não se pode mudar no outro, não adianta. Amor com desencontros nos momentos da vida é inconcebível.
Sabe, eu não vejo muito sentido em pessoas que acham que amor é sinônimo de paraíso. Não, não é. Requer uma doação recíproca, no mínimo, o que nem sempre é um processo fácil. Também não entendo quem diz que o amor resiste a tudo. NÃO! NÃO MESMO! Mesmo que fosse verdade, quem ama, ama mesmo, não testa o amor. Isso o desgasta, isso o trinca... isso tira a pureza do sentimento.
Enfim, quem ama, cuida. E é simples assim. Sem mais delongas.
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