segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Das coisas que eu gostaria de ter dito e feito.

O amor não é o suficiente. Nunca foi, não é e nem nunca será. Da série de coisas que aprendi recentemente, entender essa pequena lei da vida foi um dos meus maiores aprendizados.

Já fazem alguns anos que venho tentado aprender certas coisas que minha mãe diz desde que eu era uma criancinha. Não sei, talvez por ela querer me proteger de futuras feridas, ela sempre me disse que as pessoas dão o que podem de si, e sempre seria uma pretensão do ser humano querer ser a coisa mais importante na vida de outra pessoa.

Tu também foi meu amor mais puro. O mais leve, o mais legal, e ao mesmo tempo, o mais intenso. Eu amei você. Amei não, amo. Amo de uma forma que parece faltar um pedaço de mim ao pensar que minha rotina não terá mais você.

Amor é tipo um vício. Quando acaba, ou quando tem que acabar, é uma série de coisas que precisam ser modificadas para que nosso êxito seja alcançado. Mas assim como não quero parar com o cigarro, com a cerveja... eu não quero parar com o amor, com o nosso amor. Não queria, ao menos. Acho que agora, diante de tanta dor, diante de um cinza, de uma comida sem gosto, de um perfume sem fragrância, de uma respiração sem suspiros e que parece me machucar, eu não tenho outra alternativa.

Acho que na verdade, como vi uma vez pichado em um muro dessa Brasília, "os opostos de distraem e dispostos se atraem". Não tem um jeito certo pra amar. Não existe um "quem ama faz tal coisa". Cada um ama como pode, a medida que suas experiência lhe ensinam coisas ou trazem cicatrizes. Cada um dá de si o que pode. E acho que aí que reside a beleza do amor. Mais que sentimento, amor é uma doação recíproca. Sempre vai ser um "abdicar da zona de conforto" em nome do "estar juntos". Sempre será, em algum grau, a apreciação dos defeitos mais irritantes da pessoa amada.

Não quero com isso dizer que eu fui compreensiva todo tempo. Nem dizer que... eu tô certa. Droga, eu sou orgulhosa, eu não gosto e tenho muitas dificuldades de assumir meus erros, especialmente quando contrariada, acuada ou quando me acusam de uma forma injusta, sem nem saber o que penso ou fiz. Mas ponto é que o amor não é suficiente e o dispostos se atraem.

Eu não estava disposta pra ti, pois o meu "dar o que posso" é incompatível com o que precisas. Você não estava disposto por o seu "dar o que posso" não ser o que eu queria. A gente errou. A gente não se comunicou. No nosso contexto, muito mais por falhas minhas, mas que eu não sei nem se chegam a ser falhas, visto o que eu mesma já passei e as lições que aprendi com tudo que vivi antes de você ser parte da minha vida.

Eu repito: Te amo, e isso não muda. Me desculpa, mas a gente não estava disposto.
Me desculpa, eu não queria ter te machucado. Fica bem.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Do doce ao seco

Eu não te amei, e isso é um fato. Desde os meus 15 anos, amo a mim e a mais algumas poucas pessoas em minha vida. Não foi amor. Sei que não.
Não sei bem ao certo onde isso começa. Com a Elis, com os Novos Baianos, com a chuva, com o Sol, com a distância e a vontade de estar perto. Não sei se tem a ver com meus óculos batendo nos seus, ou com meu cabelo prendendo na sua barba. Não sei se tem a ver com o desenho de tuas mãos que me encanta. Não sei se tem a ver com teu jeito sem noção de falar o como quer as pessoas.
O fato é que tudo isso era muito gostoso de se sentir.
Eu também acho que não me apaixonei. Se assim fosse, pelo que me conheço, estaria triste, não frustrada. Estaria vendo algum filme água com açúcar pensando como a gente é bobo por esperar um amor doce. Mas, bem, eu tenho consciência da minha carência nesses últimos tempos e confesso que minha TPM não tem deixado meus hormônios exatamente estáveis. Tudo parece ter uma intensidade diferenciada, mais forte, ligada até ao ar que respiro ou a fumaça que trago em meu cigarro.
E agora, olhe bem, o que sobrou de nós? Uma conversa seca por outra mal dita. Mal dita e maldita, com toda a força do significado dessas expressões...
Poxa, que pena. Você parecia entender minhas complexidades. Mas não as entendia.
Mas era legal o nosso encaixe, o nosso cheiro misturado. Até os momentos em que a gente aos poucos tentava se descobrir eram legais.
Eu não te amei. Eu não me apaixonei. Mas senti algo talvez mais legal que isso.
Gostava do como eu ficava curiosa por você. Isso sim vai fazer falta.
Bom, finalizo com Caetano. E não só esse post, como você.
Um abraçaço.

http://www.youtube.com/watch?v=R4peVpYyzXc

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O amor existe sim. Existe, existe! Caramba, depois de tantos dias cinzentos, de angústia, mágoa, até um certo rancor, eu hoje vejo que o amor existe. Não, não é que eu esteja amando, mas aprendi a ver o amor. A ver como o namorado da minha amiga a olha, como a namorada de um amigo o olha, a ver como a namorada de uma amiga a olha e a como o namorado de um amigo o olha.
Amor assim, puro, gratuito, daqueles que faz seus olhos brilharem ao vislumbrar o ser amado e beijar sem pudor em qualquer ambiente. Amor doce, amor de abraço e cafuné.
É bom ver isso, me emociona. Ainda que eu não tenha dado a sorte de encontrar alguém para amar, é lindo saber que existe, que não é uma alucinação coletiva impostas por padrões distorcidos.
O amor é lindo, né? Não sei se é por eu ser uma romântica boba, mas só de falar dele eu fico com um sorriso de orelha a orelha. O amor é tão doce, precioso, cuidadoso! Bonito em todas as suas variadas formas. O eterno, o efêmero, o por etapas. Amando loucamente ou serenamente, o amor nos felicita. Por fazer bem quimicamente com a troca de substância no beijo, no sexo, por descompassar o coração. Por bambear as pernas!
Ah, na boa, o amor é lindo e triste é quem não vê isso. Quem não sente isso. Quem não se permite isso!
Espero um dia amar, pois se já fico feliz só observando essa beleza toda, imagina tê-la dentro de mim. Numa boa mesmo, desejo amor para todos vocês. Reguem a vida com isso.
No mais, sem moralismos ou sentimentalismos baratos. Amor é amor, e sinta-o ou observe-o para ver tanta beleza entre xs humanxs.
Feliz mesmo sou eu, hoje, depois de recarregar minhas energias de esperanças no mundo ao saber disso.
Vida longa ao amor!

domingo, 3 de março de 2013

Sentimento


O sentido da vida é o sentir.
Não tem pra onde correr
E não será só para sorrir.

Você chora, ama, odeia, desapega.
Mas (re)sente
Você destrói, dilacera, nega
Mas no final, sente como um poeta.

Sentir eterno
Sentir é terno.
Sentir-nos não é ter.

Talvez aí resida a beleza do sentir:
Em se emocionar, em sorrir
Em amar... mas não em possuir

Pois sentimento não é posse.
Não é bem, mesmo que faça bem.
Sentimento (não) tem que ter dose
E vai bem além.

Além daqui.
Além de agora.
Além da demora...
Além do nunca.

Sentimento é realidade
E não ficção.
O que não é sinônimo de romance
Ou de uma vã elucubração.

Sentimento...
Sem ti minto,
Sem tormento.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Amor é O rolê.


Amor não é tudo. Talvez amor seja uns 33%, na real. O que conta mesmo são as circunstâncias e a vontade. É meio que a base pra uma relação ir pra frente, ter futuro... dar certo.
Amor sem a vontade de se melhorar, de se dedicar, de aceitar o que não se pode mudar no outro, não adianta. Amor com desencontros nos momentos da vida é inconcebível.
Sabe, eu não vejo muito sentido em pessoas que acham que amor é sinônimo de paraíso. Não, não é. Requer uma doação recíproca, no mínimo, o que nem sempre é um processo fácil. Também não entendo quem diz que o amor resiste a tudo. NÃO! NÃO MESMO! Mesmo que fosse verdade, quem ama, ama mesmo, não testa o amor. Isso o desgasta, isso o trinca... isso tira a pureza do sentimento.
Enfim, quem ama, cuida. E é simples assim. Sem mais delongas.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Sem sentimento forjado


Gostava de diamantes. Todos os dias, ao acordar, colocava-se a caminhar chutando cuidadosamente as pedrinhas que se apresentavam ao longo do caminho que percorria até seu destino cotidiano, na esperança de encontrar um diamante perdido. Em cada chute, observava as pedrinhas, deslocando-se de um lado para o outro, devido ao impulso dado por seus pés. Mas nada. Acostumara-se a observar pedrinhas opacas, sem nada de especial, sem qualquer coisa próxima a um diamante.
Um dia, em mais um de seus chutes, parou seu caminho e reparou em uma pedrinha que se diferenciava das outras. Era transparente e tinha um brilho diferenciado conforme a luz do Sol tocava em sua superfície. Os raios refletiam um brilho que, ao tocar os olhos, causavam incômodo, ao mesmo tempo em que encantavam.
Seu coração acelerara. Teria finalmente encontrado o diamante?
Ao aproximar-se, reparara que a pedra não reluzia como as joias contempladas por Audrey Hepburn em "Breakfast at Tiffany's". Mas mesmo assim, a pedra era bela. Um caco de vidro, singelo, comum, qualquer medíocre... porém bonito. Decidira guardar o caco de vidro para posteriormente fazer um colar para si. Não era um diamante... mas quem sabe pudesse substituí-lo. Quem sabe pudesse transformar-se em um por alguma ação bizarra e inexplicável do universo. Quem sabe um dia aquele vidro valha o mesmo que o diamante, mesmo que sentimentalmente.
Um dia, com o vidro em seu peito, caminhava e chutava o chão, cuidadosamente, até que um pedregulho maior que o normal e uma distração momentânea fizeram-lhe tropeçar. Caíra. Além das dores da queda, sentira um incômodo no peito. Ao virar-se, percebera que o vidro tinha se espatifado e, mais do que isso, lhe cortado.
As lágrimas vieram involuntariamente. E com a mesma efemeridade, encerraram-se. Naquele momento, entendera que de fato, um vidro não é um diamante. E nunca seria, por mais que força que colocasse para que isso ocorresse. Um vidro não é um diamante. Um vidro espatifa-se com o menor trisco. Um diamante não. O vidro cortara a menor pressão, por espatifar-se. O diamante nem trincado teria.
Naquele instante, erguera-se, e colocou-se a caminhar, tranquilamente, sem chutar o chão. Entendera que um dia, o diamante seria simplesmente chutado. Ou não. Mas que não é por isso que deveria deslumbrar-se com qualquer caco de vidro. Afinal, um vidro não era um diamante. Nunca foi, não é e nem nunca será.