terça-feira, 30 de julho de 2013

Do doce ao seco

Eu não te amei, e isso é um fato. Desde os meus 15 anos, amo a mim e a mais algumas poucas pessoas em minha vida. Não foi amor. Sei que não.
Não sei bem ao certo onde isso começa. Com a Elis, com os Novos Baianos, com a chuva, com o Sol, com a distância e a vontade de estar perto. Não sei se tem a ver com meus óculos batendo nos seus, ou com meu cabelo prendendo na sua barba. Não sei se tem a ver com o desenho de tuas mãos que me encanta. Não sei se tem a ver com teu jeito sem noção de falar o como quer as pessoas.
O fato é que tudo isso era muito gostoso de se sentir.
Eu também acho que não me apaixonei. Se assim fosse, pelo que me conheço, estaria triste, não frustrada. Estaria vendo algum filme água com açúcar pensando como a gente é bobo por esperar um amor doce. Mas, bem, eu tenho consciência da minha carência nesses últimos tempos e confesso que minha TPM não tem deixado meus hormônios exatamente estáveis. Tudo parece ter uma intensidade diferenciada, mais forte, ligada até ao ar que respiro ou a fumaça que trago em meu cigarro.
E agora, olhe bem, o que sobrou de nós? Uma conversa seca por outra mal dita. Mal dita e maldita, com toda a força do significado dessas expressões...
Poxa, que pena. Você parecia entender minhas complexidades. Mas não as entendia.
Mas era legal o nosso encaixe, o nosso cheiro misturado. Até os momentos em que a gente aos poucos tentava se descobrir eram legais.
Eu não te amei. Eu não me apaixonei. Mas senti algo talvez mais legal que isso.
Gostava do como eu ficava curiosa por você. Isso sim vai fazer falta.
Bom, finalizo com Caetano. E não só esse post, como você.
Um abraçaço.

http://www.youtube.com/watch?v=R4peVpYyzXc

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