Amor não é sempre bilateral.
Não é sempre recíproco.
Às vezes nem é verídico.
Não é o tipo de coisa que se encontra em qualquer lugar,
Ou que se cultive em qualquer pessoa.
Não é perfeito e nem tem padrões.
Não é o casamento ou a traição.
É loucura, doença, desespero... abstinência.
É saudade, inconstância, bipolaridade, indecisão fascínio e raiva.
É preocupação, ciúme... eterna insegurança.
Amor é um bom dia num domingo ou um suspiro no meio da aula.
Um fazer planos de casal, só que sozinho,
E mesmo que nada se concretize,
Sentir o coração aquecer só com a ideia.
Chega repentinamente.
Domina, fica, vigora e eterniza.
Mas, às vezes acaba.
Às vezes, é sozinho.
E vai. E volta. E vai. E volta!
Porque amor sempre é assim:
A gente pode colocar em um recipiente
E guardá-lo em um lugar qualquer,
E esquecer que está ali.
Mas, em algum dia de faxina,
Quando achamos fotos, cartas, bilhetes e lembranças,
A gente também o encontra, ainda que sem querer.
Porque, na verdade, ele nunca saiu dali!
Estava lá, o tempo todo, ainda que esquecido...
Ainda que tenha deixado de ser o foco.
E aí vem o choro, saudade, o riso bobo, o chocolate,
O filme água com açúcar
E a velha questão do se é pra ser.
Nunca se sabe.
Porque amor é amor, e fim.
Será sempre amor.
No máximo muda de forma, mas não a essência.
Pode ficar ofuscado por semanas, meses... até anos.
Mas continua vivo.
É irracional, inexplicável, desmedido e transcende.
É a proteção de um abraço,
O coração acelerado de um beijo.
Pele, boca, respiração, poesia, vinho e frio.
É um "eu te amo" surpreendente,
Sem os enfeites clichês de declarações em redes sociais.
É o desespero que bate depois de uma briga,
E a saudade que consome na ausência.
Ah, é também a alegria que domina na presença,
E o riso involuntário causado pelo vislumbre do ser amado.
Amor cria poetas, livros, artistas, músicas e pinturas.
Dá cor à vida e coragem pras loucuras.
Desperta a fé em médicos e faz padres se casarem.
Sem explicação. Sem laudo, sinopse ou poema com definição precisa.
Só é assim: intenso, impreciso e desmedido.
É mais ou menos isso.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Palavras
Preciso de mais palavras. Palavras alegres, tristes, doidas, sãs, perfeitas e caóticas. Palavras que preencham vazios e os expliquem também. Palavras que firam mas que sejam a própria cura.
Palavras; São tão injustiçadas, não? As pessoas dizem que elas são pouco, que o que importa são as ações. Discordo totalmente.
Quem comete essas blasfêmias são os incapazes de se encontrarem num verso específico de uma música qualquer. Quem desacredita no poder das palavras são aqueles que não escrevem, que não leem. E quando eu digo que não fazem nenhuma dessas ações, me refiro mais do que ao papel e caneta, mais que ao livro empoeirado e novo na estante.
Quem não escreve? Pessoas que enxergam o livro da vida como páginas de papel descartáveis, onde qualquer coisinha está bom. Pessoas que se anulam, se adequam, se negam e não vão atrás do que querem. Pessoas que assumem valores deturpados como o certo. Pessoas que se assustam com um bom dia gratuito e se atraem por alguém de carteira cheia.
Quem não lê? Quem não percebe o quão brilhosos são os olhos de qualquer criança, quem não se emociona com uma declaração. Quem não chora de saudade ou se desespera por amor. Quem não se entrega. Pseudo-pessoas, enfim...
Palavras são mais do que singelas letras agrupadas. Elas são as responsáveis por você poder ler, em qualquer idioma, os escritos de gênios que viveram séculos atrás. Também são elas que te proporcionam o vislumbre do quão alienado ficamos por não lê-las.
Palavras são cativantes e instigantes. São a mais nossa perfeita companhia. Se eternizam na escrita e nos traduzem quando as dizemos. Possuem infinitas combinações com outra infinitude de significados. Palavras, para mim pelo menos, são como a melodia de uma música. Confortam, alegram, fantasiam, embelezam.
Dão sentido até pro incompreensível.
Palavras; São tão injustiçadas, não? As pessoas dizem que elas são pouco, que o que importa são as ações. Discordo totalmente.
Quem comete essas blasfêmias são os incapazes de se encontrarem num verso específico de uma música qualquer. Quem desacredita no poder das palavras são aqueles que não escrevem, que não leem. E quando eu digo que não fazem nenhuma dessas ações, me refiro mais do que ao papel e caneta, mais que ao livro empoeirado e novo na estante.
Quem não escreve? Pessoas que enxergam o livro da vida como páginas de papel descartáveis, onde qualquer coisinha está bom. Pessoas que se anulam, se adequam, se negam e não vão atrás do que querem. Pessoas que assumem valores deturpados como o certo. Pessoas que se assustam com um bom dia gratuito e se atraem por alguém de carteira cheia.
Quem não lê? Quem não percebe o quão brilhosos são os olhos de qualquer criança, quem não se emociona com uma declaração. Quem não chora de saudade ou se desespera por amor. Quem não se entrega. Pseudo-pessoas, enfim...
Palavras são mais do que singelas letras agrupadas. Elas são as responsáveis por você poder ler, em qualquer idioma, os escritos de gênios que viveram séculos atrás. Também são elas que te proporcionam o vislumbre do quão alienado ficamos por não lê-las.
Palavras são cativantes e instigantes. São a mais nossa perfeita companhia. Se eternizam na escrita e nos traduzem quando as dizemos. Possuem infinitas combinações com outra infinitude de significados. Palavras, para mim pelo menos, são como a melodia de uma música. Confortam, alegram, fantasiam, embelezam.
Dão sentido até pro incompreensível.
Assinar:
Postagens (Atom)