domingo, 12 de fevereiro de 2012

Palavras

Preciso de mais palavras. Palavras alegres, tristes, doidas, sãs, perfeitas e caóticas. Palavras que preencham vazios e os expliquem também. Palavras que firam mas que sejam a própria cura.
Palavras; São tão injustiçadas, não? As pessoas dizem que elas são pouco, que o que importa são as ações. Discordo totalmente.
Quem comete essas blasfêmias são os incapazes de se encontrarem num verso específico de uma música qualquer. Quem desacredita no poder das palavras são aqueles que não escrevem, que não leem. E quando eu digo que não fazem nenhuma dessas ações, me refiro mais do que ao papel e caneta, mais que ao livro empoeirado e novo na estante.
Quem não escreve? Pessoas que enxergam o livro da vida como páginas de papel descartáveis, onde qualquer coisinha está bom. Pessoas que se anulam, se adequam, se negam e não vão atrás do que querem. Pessoas que assumem valores deturpados como o certo. Pessoas que se assustam com um bom dia gratuito e se atraem por alguém de carteira cheia.
Quem não lê? Quem não percebe o quão brilhosos são os olhos de qualquer criança, quem não se emociona com uma declaração. Quem não chora de saudade ou se desespera por amor. Quem não se entrega. Pseudo-pessoas, enfim...
Palavras são mais do que singelas letras agrupadas. Elas são as responsáveis por você poder ler, em qualquer idioma, os escritos de gênios que viveram séculos atrás. Também são elas que te proporcionam o vislumbre do quão alienado ficamos por não lê-las.
Palavras são cativantes e instigantes. São a mais nossa perfeita companhia. Se eternizam na escrita e nos traduzem quando as dizemos. Possuem infinitas combinações com outra infinitude de significados. Palavras, para mim pelo menos, são como a melodia de uma música. Confortam, alegram, fantasiam, embelezam.
Dão sentido até pro incompreensível.

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