sexta-feira, 30 de março de 2012

E se a gente não tivesse errado a dose?

Usemos da subjetividade agora, afinal, nada precisa ficar explícito para ser verídico, né?
A verdade é uma só: eles esperam que o outro sinta saudades. Ela espera ele ligar, mandar uma mensagem, dizer que... sente sua falta. E ele? Espera que ela ainda demonstre alguma espécie de interesse. Espera que ela entenda o seu orgulho, que perdoe-o e o aceite assim, apesar de saber que ela também é orgulhosa.
E é isso: o orgulho gera a expectativa que o outro faça algo que não faz devido ao próprio orgulho. As coisas se atrasam e se perdem no tempo assim, mas... eles acreditam ser o melhor.
É engraçado que eles chegaram a fazer muitos planos juntos. Pensaram em estar perto, em namorar, e juntos ficarem por um tempo indeterminado.
Mas não foi possível. Pelo que? Pelo medo mútuo. Medo da entrega, de não durar, de possíveis feridas... medo de ser pouco.
E isso era o que tinham em comum: a vontade de estar perto, pois apesar de serem parecidos, o que os diferenciava era o modo de executar os seus pontos convergentes. Ou seja, tudo.
Ele sentiu dor. Ela chorou. Se desencontraram e só sabe-se-lá-quem conseguirá dizer o que será dos dois, pois eles mesmo são incapazes disso.
Lutam diariamente para não lembrar, mas recusam-se a esquecer. Fingem não ligar, mas observam de longe.
E é isso. Vão crescendo, amadurecendo, envelhecendo. Passando por altos, baixos, poucas e boas. Esperando o dia que não sabem se virá.
Não seria mais coerente e maduro explicitarem o que sentem? Sim, seria. Mas coerência não é mesmo o forte deles. Pelo contrário. A incoerência os tornava atrativos um pro outro.
Mas assim foi, e assim é, e quem sabe assim seja pra sempre.

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