segunda-feira, 9 de abril de 2012

Escreva, e escreva já!

Talvez uma das coisas que mais mensurem o quanto uma pessoa amadurece sejam os seus escritos. Dos da pré-adolescência aos da vida adulta: tudo serve para nos acharmos. Engraçado ler um texto seu que foi escrito há 6 anos e perceber o como as coisas mudaram. Ver que todas as certezas e conceitos que você tinha, não eram bem "tão certos" e você não levou todos eles para a vida toda, como acreditava que seria. Ver o quão mente fechada você era na sua suposta "liberalidade". Ver o quão liberal você é agora, com toda a sua caretice.
Ler meu escritos antigos: tá aí um bom mensurador do que aprendi, do que mudei e talvez do porque seja como sou. É por isso que escrevo. Não espero, com isso, tentar mostrar ao mundo que uma espécie de Shakespeare do século XXI reside em mim, não. Apenas aconselho a escreverem, porque se ler te teletransporta, escrever te dá a chance de planejar o onde vais, com quem, o como e o quando. O escrever é só seu, de modo que, nem que seja nas estrelinhas, traduz os teus desejos, o teu ser em si.
Escrever liberta, traduz e nos alivia. Nos instantes em que o uma caneta percorre um papel, ou com toda a nossa modernidade, os dedos pressionam um teclado, nós somos capazes de desligar-nos do mais incômodo problema. É como ser diretor da nossa própria história, e por segundo, mostrar para nós próprios o que queremos e o porque queremos.
Escrevam para pensarem, para "desestressarem", para se alegrarem e se acharem. Escrevam por escrever! Nem que seja um poema bobo ou um livro elaborado. Só escrevam! 

2 comentários:

  1. Ayla, querida
    Vejo em você alguém que já fui e, claro, em eterno estado de mutação. É isso! Escrever para ver, rever, relembrar, saber o que fomos e o que somos, em puro transbordar do tempo, que se move de modo implacável.
    Adorei o texto!!! Já te disse: você vai longe!!!
    Beijos no coração.
    Kátia Donato

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  2. Kátia, minha querida

    Obrigada por tanto carinho! Muito do que sei hoje do escrever, devo a professoras(es) como você que eu aprendi a escrever. Sabe, outro dia achei um texto, que escrevi em meu primeiro ano, sobre o Cazuza em que prontamente fui te mostrar e naquele dia você me disse para continuar a escrever sempre que sentisse vontade. E assim o fiz, aprendendo que na escrita, a gente se desinibe.
    Obrigada por colocar tanta fé em mim desde sempre, sua linda.
    Beijos enormes, meu anjo.

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