Decidi mudar. E inicio esse processo pensando justamente no que deveria ter pensado em todas as outras vezes que pensei em mudar: em mim. Não é egoísmo ou coisa do gênero, é só uma vontade dentro de mim gritando e escancarando que eu real e definitivamente não preciso fazer absolutamente nada para agradar os outros. Como concluí isso? Tudo resultado de uma somatória de episódios que lhe provam que se você não pensar em si, ninguém pensará.
Relaxa, isso aqui não serve como uma declaração de "desumanidade". Eu apenas entendi que a verdadeira revolução nasce em nós - no caso, em mim - , e que tentar arrumar qualquer coisa e estabelecer a paz mundial sem a encontrar em mim, de nada adianta.
Sabe, se tem algo que prezo é a lógica. A maioria das coisas tem que fazer sentido. Até tua contradição tem explicação. Ou nela você se faz uma pessoa prestes a evoluir ou só mais um hipócrita mesmo. Mas disso não dá pra correr: tem que fazer sentido. E se você não sabe o que (não) quer para si, tampouco saberá o que (não) quer para o mundo.
Não pretendo com isso deixar de ser sentimental, deixar de militar, de acreditar em pessoas e ideais humanistas. A questão vai mais além, sabe? Eu só quero me conhecer e me arrumar para então me reconhecer e me achar no mundo, e não deixar o mesmo ditar como serei. E até porque, o mundo anda feio, mesquinho e triste. Não quero ter isso como guru.
E é como se um peso saísse de cima de mim. Não sou a responsável pela felicidade da humanidade. E nessa vida louca, se eu conseguir ser feliz pelo menos em 51% do tempo, já será lucro.
Entendo o (atual e meu) sentido da vida assim: fazer o que me faz feliz, sem ser uma escrota que pisa nos outros para isso, mas sem também permitir que pisem em mim.
Te amo. Me amas. Nos amamos, amor.
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